Estudo publicado no último dia 06 de abril, por uma das mais renomadas revistas científicas do mundo, a The Lancet, sugere sequelas neurológicas e de doença mental em pessoas infectadas pela COVID-19. O estudo foi financiado pelo NIHR Oxford Health Biomedical Research Center.
A investigação envolveu 236.379 pessoas que sobreviveram à Covid-19, com análises de sintomas e diagnósticos neurológicos e mentais em pacientes infectados em 2020. A pesquisa incluiu pessoas que passaram por atendimento ambulatorial e precisaram de internações em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Os números são reveladores! Das 236.379 pessoas, as que receberam apenas o atendimento em ambulatório, 38 % apresentaram doenças neurológicas ou mentais depois de seis meses. Já, os pacientes que chegaram a UTI, essa taxa subiu para 46%.
Entre os problemas neurológicos apontados e confirmados no estudo estão: hemorragia intracraniana; acidente vascular cerebral isquêmico; Doença de Parkinson e parkinsonismo; Síndrome de Guillain-Barré; distúrbios dos nervos periféricos; acometimento da junção neuromuscular; encefalite e demência.
Pouco mais de um ano depois do surgimento da Pandemia do Covid-19, esse é um dos estudos mais recentes e amplos. Várias pesquisas científicas tem sido feitas, desde o início, para a medicina ter um real quadro das consequências trazidas pelos SARS-CoV-2, mas por ser uma doença “recente”, são necessárias que mais investigações sejam feitas para compreensão de todos os fatores envolvendo a doença.
Estudos clínicos, como o publicado pela revista The Lancet, são importantes porque contribuem para que médicos, demais profissionais e sistema de saúde possam se planejar para o atendimento desse público que vai chegar as clínicas e consultórios em busca de tratamento.
Importante ressaltar como a medicina tem se empenhado em vários países no intuito de apresentar aos profissionais, e a população de um modo geral, as sequelas da doença, sejam as de cunho neurológicos, como nos referimos acima, ou de outras especialidades. Ainda teremos muito mais pela frente.
Fonte: The Lancet
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