O peso do nosso corpo gera uma força para baixo, que é distribuída de cima para baixo em toda a coluna vertebral até os seus ossos finais que se chamam de sacro. Este sacro se prende a outros ossos, os “ilíacos” que vão transmitir esse peso que era vertical, para uma força horizontal, até se encontrar com os ossos que são articulados no quadril, que têm o nome de fêmur.

A articulação que “cola” o sacro ao ilíaco é chamada sacroilíaca, é firme e forte, não tem mobilidade significativa (salvo sobre efeito dos hormônios femininos, particularmente durante a gravidez) e submetida a uma grande cargas todos os dias e a cada passo que damos, escada que subimos ou ao cruzar as pernas. Quando existe uma inflamação e dor atribuída a esta articulação, também se denomina sacroilíaca.

Costuma ser uma dor em barra ou peso, que pode piorar ao impacto de caminhar, cruzar pernas, sentar, ou apertar ao longo da articulação.

O tratamento desta condição passa pela correta avaliação do neurocirurgião, com medicações para diminuir a dor e inflamação do local e com reabilitação para “diminuir trabalho” destas articulações, com o reequilíbrio das musculaturas do abdome e lombar/dorsal, diminuição de peso, melhora da elasticidade dos músculos e aumento da resistência a dor.

Quando o tratamento conservador bem executado a dor ainda existe, pode-se realizar injeção direta de remédio sobre as articulações sacroiliacas com auxílio de raio x ou ultrassonografia, que tem objetivo de potencializar a reabilitação, e tratar a inflamação local. Têm duração variável entre 3 semanas a 8 meses.

Caso haja retorno da dor, o bloqueio pode ser refeito ou uma rizotomia pode ser realizada. Este procedimento é a queimadura de vários pequenos nervos responsáveis pela percepção de dor nesse local. Costuma ter uma duração aproximada de um ano.

Não se deve realizar os procedimentos citados somente para parar a dor e ficar em repouso, pelo menos não como regra. Deve-se usar estes períodos sem dor para a reabilitação e readequação da coluna, para efetivamente se buscar a resolução dos problemas causadores desta síndrome e de outros problemas da coluna lombar.

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