Demência significa a perda de habilidades cognitivas. Uma delas é a memória. Para o senso comum, a perda de memória sempre vem associada a Doença de Alzheimer, mas não é bem assim, a maioria das pessoas com queixa de esquecimento não tem demência. Entenda melhor!

Demência significa a perda de habilidades cognitivas, tais como: memória, linguagem, função executiva (capacidade de planejar e executar uma atividade determinada) e/ou comportamento a ponto de comprometer a capacidade do indivíduo de cumprir as tarefas de trabalho, sociais e/ou pessoais com as quais ele era habituado.

A causa mais comum de demência, tanto em idosos como no segmento pré-senil (pessoas com menos de 65 anos) é a Doença de Alzheimer, cuja principal alteração é a perda de memória.

Outras demências importantes são: a Demência de Corpos de Lewy – que se manifesta com alterações cognitivas associadas a sinais comuns à doença de Parkinson (rigidez, lentidão de movimentos, tremor) e é relativamente comum em idosos, e a Demência Frontotemporal (DFT) – uma desordem rara, porém drástica, por afetar intensamente o comportamento e a linguagem em pessoas mais jovens. Essas são doenças degenerativas, isto é, causadas pela morte progressiva de neurônios em diferentes regiões cerebrais.

a Demência Vascular (DV), a segunda demência mais frequente, é causada por vários tipos de alterações dos vasos cerebrais e está frequentemente associada a acidentes vasculares cerebrais (derrames), podendo se apresentar com sintomas semelhantes às outras demências.

Felizmente, porém, a maioria das pessoas com queixa de esquecimento não tem demência.

Por vezes os sintomas são causados por transtorno do humor (por exemplo, depressão) ou alterações metabólicas (como déficit de vitamina B12 ou alterações da tireoide) que podem ser corrigidas.

É possível também que o paciente tenha um comprometimento cognitivo leve (CCL), uma perda das funções cognitivas que não interfere no seu funcionamento e pode evoluir para demência ou não.

O diagnóstico preciso só é possível após avaliação médica especializada. Os profissionais recomendados são inicialmente o neurologista, psiquiatra ou geriatra. Dependendo dos achados clínicos, uma avaliação neuropsicológica e exames de imagem cerebral podem ser necessários.

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